quinta-feira, 23 de abril de 2015

Conte o que lhe Revelei

Texto bíblico: “Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a
encontram.” Mateus 7:14.

Objetivo: Contar em que circunstâncias Ellen recebeu sua primeira visão e falar do seu significado.

Recursos utilizados: Alguém caracterizada para interpretar a jovem Ellen Harmon, (moça com 17
anos), uma lanterna, venda para os olhos.

Introdução: Olá, crianças! Hoje quero apresentar para vocês uma grande amiga. (Entra a moça.) E
ela vai lhes contar a história de hoje. Prestem bastante atenção!

História Bíblica: Olá, crianças! Antes de mais nada, quero me apresentar. Meu nome é Ellen Gould
Harmon. Sei que vocês têm ouvido histórias sobre mim e fico feliz por isso. Perceberam que minhas roupas
são diferentes? Esse era meu jeito de vestir há muito tempo atrás. Era assim que as mulheres se vestiam
naquela época. Se eu vivesse no tempo de vocês, eu estaria usando roupas como as de vocês. Ah,
vocês devem ter visto muitas fotos ou desenhos que me mostram bem mais velha, não é? Sim, eu também
envelheci e fiquei conhecida mais tarde como a Sra. White. Isso porque me casei com Tiago White, e por
isso recebi o sobrenome dele.
Mas, um dia eu também fui jovem. Na verdade, foi quando eu era bem jovem, com 17 anos, que Deus
me chamou para realizar um trabalho especial. Sempre amei a Deus e descobri em Jesus um grande
amigo. Mas nunca tinha pensado que um dia eu seria mensageira do Senhor. Ah, a propósito, era assim
que eu gostava de ser chamada.
Tudo começou depois que ficamos bastante tristes porque Jesus não veio na data que esperávamos. A
situação ficou muito difícil para nós. Não tínhamos ainda uma explicação para o que havia acontecido.
Mas eu e outras amigas não desistimos. Sempre nos reuníamos para orar. Esta era uma maneira de sentir
Deus mais perto de nós. E foi numa dessas reuniões que, de repente, tive uma sensação estranha. Parecia
que eu estava sonhando, mas era muito real. Eu vi um caminho estreito, por onde várias pessoas estavam
caminhando. Enquanto olhavam para Jesus, que estava à frente do grupo, elas estavam seguras; não
tropeçavam e nem caíam. Foi-me mostrado tudo o que aconteceria até a volta de Jesus. Era isso! Entendi
que não devíamos mesmo desistir. Foi me dito que eu devia contar às outras pessoas o que Deus tinha
me revelado. Essa foi a primeira de muitas outras visões que Ele me deu.

Apelo: Queridos, às vezes, podemos pensar que Jesus está demorando para voltar e que não vale a
pena esperar por Ele. Mas Ele prometeu voltar e está muito perto disso acontecer. Esse caminho que eu vi
representa as nossas escolhas. Se olharmos para Jesus, vamos saber o que fazer. Não vamos tropeçar nem
cair, mas temos que prosseguir, olhando sempre para Ele. Espero voltar outras vezes aqui para lhes contar
mais sobre minhas visões. Vocês também poderão ler sobre elas nos livros que escrevi. Até a próxima!




sexta-feira, 17 de abril de 2015

As Batatas que Pregaram um Sermão

Texto bíblico: “Se eles se calarem, as pedras clamarão.” Lucas 19:40.

Objetivo: Mostrar que Deus é fiel e honra a fé manifestada por Seus filhos.

Recursos utilizados: Algumas batatas sujas de terra, batatas lavadas (as maiores que conseguir), pedras.

Introdução: Tem um verso na Bíblia em que Jesus disse que se as pessoas fossem impedidas de falar
dEle até as pedras falariam. É meio estranho porque as pedras não têm boca; portanto, não podem falar.
Mas essa foi uma linguagem que Jesus usou para fazer as pessoas pensarem. Deus é tão poderoso que
até poderia fazer mesmo uma pedra falar. Mas foi apenas algo usado por Jesus para chamar a atenção
das pessoas. A história de hoje é sobre batatas que pregaram um sermão. Vocês acharam esquisito?
Então, vamos ouvir a história e saber como batatas foram usadas para contar algo importante.

História Bíblica: As batatas nascem embaixo da terra. Normalmente, a própria batata é plantada na
terra. Então, ela cria brotos e uma pequena plantinha surge no solo. Ela cresce e não vemos o que está
acontecendo embaixo, na terra, até que chega o momento de colher. Aí, puxamos a planta e vemos
várias batatas embaixo, que são colhidas, lavadas e usadas. A maioria das pessoas gosta de batatas.
Havia um fazendeiro chamado Leonard Hastings que viveu no tempo em que Guilherme Miller começou
a pregar sobre a volta de Jesus. Ele também era um estudioso da Bíblia e acreditou que Jesus viria em 22 de
outubro de 1844. Ele e sua família cuidavam do gado e também cultivavam batatas. Na primavera daquele
ano, Leonard havia plantado um grande campo de batatas. As plantas tinham crescido bem e estavam
prontas para a colheita no outono, bem na data que tinha sido marcada para a volta de Jesus.
Leonard era um homem tão fiel a Deus e acreditava tanto na volta de Jesus que decidiu não colher as
batatas. Se Jesus iria voltar por aqueles dias, para que colher as batatas? “Não”, disse ele. “As batatas
no campo vão pregar sobre o que penso sobre a volta de Jesus.” Os vizinhos acharam que ele estava
louco e pensaram que as batatas iriam apodrecer embaixo da terra.
Infelizmente, Jesus não veio na data marcada. Mas, sabem, crianças, Deus cuidou das batatas do
senhor Leonard, apesar delas terem ficado mais tempo embaixo da terra, quando ele finalmente as colheu,
elas eram as melhores batatas da região. E sabem o que aconteceu com os vizinhos que colheram
as batatas na época certa? Houve uma praga tão forte que atingiu todas as batatas que estavam no
celeiro, e eles perderam tudo.
As batatas do senhor Leonard puderam alimentar sua família e ainda foram vendidas aos vizinhos,
para que eles tivessem o que comer e o que plantar.

Apelo: Queridas crianças, Deus nunca deixa Seus filhos fieis desamparados. Outras pessoas naquela
época também não colheram as batatas e Deus as protegeu embaixo da terra. Realmente, essas batatas
não tinham boca, mas pregaram um poderoso sermão. Jesus não veio naquela data, mas cuidou para
que Seus filhos não passassem necessidade e não fossem motivo de zombaria para as pessoas. Ele sempre
vai cuidar de nós também!






terça-feira, 14 de abril de 2015

A MENINA QUE SE TORNOU GRANDE

    - Clara! Clara!
    A voz de David era trêmula e fraca, pois estava muito doente. Ele amava muito ao pai e à mãe, que lhe eram muito caros, mas na doença não queria perto de si outra pessoa senão Clara. Quando a menina saía do quarto, ele começava a gemer, a chorar e a chamar por ela. O doutor deu-lhe diferentes remédios, mas nenhum lhe parecia fazer bem algum.
    Finalmente todos desanimaram, dizendo que nada mais podiam fazer por ele. Diziam todos que David não viveria por muito tempo mais – todos, menos Clara. Ela ficou sempre ao seu lado,  refrescando-lhe, freqüentemente, a fronte escaldada pela febre ou dando-lhe bebidas nutritivas. Orava para que Deus o poupasse. Não o abandonava.
    Clara faltou às aulas para cuidar de David. Ele ardeu em febre durante muito tempo, mas finalmente esta cedeu, deixando-o muito fraco. Contudo, não melhorava como devia. Afinal, passado  um ano, o pai de David ouviu falar num doutor que tratava de modo diferente. O doutor veio e levou David para o seu sanatório, a fim de o tratar. E o menino começou a melhorar rapidamente. Quão contente ficou a  família, e como se alegrou Clara de ter perseverado e feito tudo ao seu alcance por David, quando os outros pensavam já ser tarde.
    Clara costumava fazer bem tudo o que empreendia. Em criança foi  boa aluna, vindo mais tarde a ser professora. Era ainda nova quando começou a lecionar, muito mais nova do que a maioria dos professores, mas fez esplendidamente o trabalho. Tinha uma escola que ninguém conseguira dirigir, pois havia quatro rapazes bem grandes que estavam determinados a dominar a situação e expulsar qualquer professor, fosse homem ou mulher, que os viesse ensinar.
    Clara tinha um modo especial de tratá-los, que os outros não tinham. Brincava com eles e lhes perguntava bondosamente se não lhe queriam prestar favores. Era tão paciente com eles que os conseguiu ganhar, levando-os a se tornarem alunos muito quietos e obedientes.
    Clara ouviu dizer que havia em uma cidade próxima meninos e meninas que não tinham escolas em que pudessem aprender a ler, escrever e fazer contas. Isso certamente faz muitos anos. Havia umas poucas escolas, mas estas eram somente para pessoas que tinham bastante dinheiro para pagar os estudos. Clara achava que devia haver escolas gratuitas para os meninos e meninas pobres, tanto como para os filhos dos ricos. Mas todos diziam que ela nunca poderia fazer alguma coisa neste sentido; ela, porém, o fez. Suas escolas tiveram tamanho sucesso que muitos ricos tiraram os filhos das escolas que estavam freqüentando, para pô-los nas escolas de Clara.
    Veio a guerra – a terrível guerra. Clara era agora um pouco mais velha, e embora fosse ainda pequena e delicada, tinha bastante determinação. Não podia consentir em ver homens sofrerem e morrerem nos campos de batalha sem os devidos cuidados. Era o tempo da Guerra Civil nos Estados Unidos. Rogou que lhe permitissem fazer alguma coisa, mas seus pedidos não foram atendidos, visto ser mulher.
    Ela, porém, persistiu, sendo-lhe, finalmente, concedida a oportunidade de ir ajudar os feridos. Muitas vezes esteve sua vida em perigo. Certa vez, quando estava dando algo a beber a um homem ferido, foi-lhe o copo arrebatado da mão por uma bala. Doutra vez, uma bala rasgou-lhe a manga do vestido. Ela, porém, continuou lidando com os feridos, dando água fria aos sedentos e confortando os moribundos.
    Foi a fundadora da Cruz Vermelha Americana, que tanto tem ajudado aos que sofrem, em suas necessidades. Nunca há um terremoto, maremoto, enchente, guerra, ou qualquer outra terrível calamidade que as enfermeiras da Cruz Vermelha ali não estejam para fazer o possível em favor do povo.
    Clara Barton propôs em seu coração, quando ainda menina, fazer quanto lhe fosse possível para ajudar aos que sofrem. Pôs bem alto o alvo, e seu nome é exaltado como de uma mulher digna de toda estima.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Uma Mala Gigante

Texto bíblico: “E se Eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para Mim, para que vocês estejam
onde Eu estiver.” João 14:3.

Objetivo: Mostrar que apenas o evento do dia 22 de outubro de 1844 estava errado e não a data.

Recursos utilizados: Uma mala bem grande e que pareça pesada.

Introdução: Vocês já ficaram tristes alguma vez porque esperaram muito por algo e depois descobriram
que aquilo não ia mais acontecer? Por exemplo, imaginem que o tio de vocês viajou para os Estados
Unidos e prometeu trazer um brinquedo que vocês queriam muito ganhar. Mas, quando ele voltou da
viagem, vocês souberam que ele não trouxe o presente porque ele era muito grande e não caberia na
mala. Ah, que decepção, não é mesmo? Mas e se vocês ficassem sabendo que outra pessoa faria a mesma
viagem e desta vez conseguiria trazer o presente, mas vocês teriam que esperar um pouco mais para
recebê-lo? Aí ficaria melhor, não é? A história de hoje é sobre algo parecido com isso. Um grande grupo
de pessoas achou que finalmente ia receber um presente, mas essas pessoas descobriram que teriam que
esperar um pouco mais de tempo para receber o sonhado presente.

História Bíblica: A família de Ellen e muitas outras pessoas ficaram animadas quando ouviram a boa
notícia contada por Guilherme Miller: Jesus viria naquele ano: 1844! Elas também já sabiam em que dia:
22 de outubro. Ah, parecia um sonho... Elas se sentiram como se estivessem para ganhar um maravilhoso
presente. Começaram a imaginar como seria encontrar Jesus.
Mas as coisas não saíram como elas pensavam. O dia 22 de outubro de 1844 começou e terminou
e nada de Jesus voltar.
Elas ficaram muito desapontadas. Não conseguiam entender o que poderia estar errado... Algumas
desanimaram e decidiram que não queriam mais esperar pelo presente. Mas outro grupo ficou firme, esperando
uma explicação. E sabem o que aconteceu? Deus deu a explicação... Ele mostrou a um homem
chamado Hiram Edson, por meio de uma visão, que não havia nada de errado com a data. O problema
é que eles tinham entendido errado o que aconteceria naquela ocasião. Ainda não era o tempo da volta
de Jesus. Vocês se lembram do exemplo que dei no início? Foi como se, naquela data, Jesus tivesse
começado a fazer a mala para Sua viagem. E o presente que nos foi prometido está nesta mala maior.
Sabem que presente é este? O fim do pecado. Quando Jesus vier, tudo voltará a ser perfeito. Nada mais
de tristeza, nada mais de lágrimas, nada mais de doenças, nem morte. Que maravilha!

Apelo: Apesar da tristeza que as pessoas sentiram naquele tempo, Deus cuidou delas e mostrou que
tudo iria ficar bem. Ellen Harmon e sua família também decidiram confiar na promessa de Deus. Hoje
está bem perto de Jesus voltar. Ele quer nos entregar pessoalmente um lindo presente. Que Deus nos
ajude a confiar sempre em Deus e fazer a nossa parte para que Jesus volte logo!








segunda-feira, 6 de abril de 2015

Turminha do Apocalipse



Projeto Turminha do Apocalipse da AP estará presente em muitos lugares esse ano de 2015! 
Muitos Juvenis e Adolescentes serão alcançados para a glória de Deus! #amooquefaço


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domingo, 5 de abril de 2015

A MENINA QUE FALOU A VERDADE


 Uma vez, há muito tempo, uma linda menina brincava com tranqüilidade que tão bem caracteriza o espírito infantil. Sua mãe, da janela onde tecia um tapete, vigiava com indizível ternura seu rico tesouro ao qual dedicava tanto amor! De repente, ao longe, nuvens de poeira levantavam-se como que anunciando a chegada de apressados visitantes. O olhar calmo e meigo, da mãe bondosa, tornou-se aflito quando divisou tropas de estrangeiros dominadores de sua raça.
    - Ó filha, esconde-te – diz a mãe. Avisarei teu pai que os soldados estrangeiros se aproximam. Que desejarão eles, agora? E, tomada de aflição e medo, entrou à procura do marido.
    Enquanto isto, a pequenina de olhos pretos, bem pretos e brilhantes, hesitava entre o desejo de esconder-se e a curiosidade de ver de perto soldados uniformizados e tão estranhos. A curiosidade venceu-a e ali se quedou, sozinha, com olhar inquirido. Foi então que o mais importante dentre os soldados viu-a ali e, achegando-se a ela, disse:
    - Não me temes, pequena?
    - Não, meu senhor. O meu Deus sempre cuida de mim.
    - O teu Deus, menina? Confias, então, muito, n’Ele?
    - Oh, muito, meu senhor. Ele nunca deixou de atender-me.
    A esta altura, a mãe pressurosa corre à porta e depara a filha entre os soldados. Bruscamente agarra-a, tentando levá-la consigo. – Mulher, diz-lhe o chefe dos exércitos estrangeiros, és nossa escrava, tu e toda a tua raça. Permitirás que eu leve tua gentil e corajosa filha para companheira de minha esposa?
    A pobre mãe, aturdida com a pergunta, afasta-se com lentidão, estampando na face grande amargura. Não tinha dúvidas que não lhe seria permitido negar sua filha, uma escravazinha, para o serviço de uma nobre e ilustre dama estrangeira. Preparou a roupa da pequena e os três, ajoelhados na humildade daquela casa pobre, mostraram a riqueza que possuíam – a fé em um Deus verdadeiro que os ouvia e consolava. Levantaram-se tranqüilos, embora tristes pela separação, e ajudaram a pequenina a partir em um  dos carros daquele exército.
    Agora, numa casa rica, andava a menina, ora a varrer todos os cantinhos daquelas salas esplendorosas, não deixando nem o cisco ficar sob os fofos tapetes; ora a procurar belas flores para adornar o lar de seus bondosos senhores. Ela soubera fazer-se querida pela maneira franca de falar só a verdade, pelo modo cuidadoso com que realizava suas tarefas.
    Um dia seus senhores estavam muito tristes. Não havia médico que proporcionasse a cura de seu senhor que era um grande general em sua terra. A menina amava-o e respeitava-o. Lembrou-se então de enviá-lo a um grande homem que poderia curá-lo. O general não hesitou em atender à sugestão da  escravazinha. Procurou, com incontida ansiedade, esse grande homem do qual ela lhe falara. Foi realmente curado de uma moléstia  julgada por todos incurável! Voltou com o coração a transbordar de alegria por conhecer também uma pequena que sempre falava a verdade, só à verdade!








sexta-feira, 3 de abril de 2015

A HONESTIDADE DE HENRIQUE


Uma carteira de senhora no banco do bonde! Foi a descoberta que Henrique fez no momento em que o bonde arrancava, depois de uma parada. Henrique vira à senhora que acabava de descer. Tinha-a visto no bonde e lembra-se de que essa era a carteira que ela levava.
    Imediatamente tocou a campainha. Desceria na primeira esquina. Era o que de melhor poderia fazer. Precisava encontrar a dona da carteira. Voltou depressa à esquina onde a senhora havia descido e encaminhou-se para o lado onde ele a vira seguir. Correu vários quarteirões, olhando à direita e à esquerda, em cada esquina que chegava, para ver se a via. De repente percebeu que assim nada faria. Parou um pouco para pensar e nesse momento encontrou um de seus amigos, um jovem mais ou menos de sua idade.
    - Parece que você andou correndo – disse Jaime. – Está muito agitado. Que aconteceu?
    Henrique contou rapidamente a história da carteira e explicou que não sabia como entregá-la à dona.
    - Suponho que pertence a alguma senhora rica – disse Jaime rindo – e você espera receber uma gratificação. Bem poderia ficar com a carteira. Você não receberá mais do que ela vale e contém. E isso de querer encontrar uma pessoa de quem não sabe o nome, é como procurar agulha em palheiro.
    - Não me parece que a dona seja rica, disse Henrique, e, portanto não faço isso visando uma recompensa. Ela vestia-se bem, porém suas roupas não pareciam ser de muito preço. Quanto a encontrá-la, creio que você tem razão. Mas, quem sabe, se eu olhasse dentro da carteira encontraria o nome e o endereço.
    - Como me haveria de rir se nela estivessem apenas alguns níqueis! Isso sim seria uma boa peça, depois de tanta correria...
    - Oh! Isso não teria importância alguma, replicou Henrique. Não é a quantia de dinheiro que haja dentro o que me preocupa, mas sim a sua devolução. Você sabe que, segundo dizem, os grandes ladrões começaram com pequenas desonestidades. Tenho certeza de que todos os que acabam roubando automóveis ou grande soma de dinheiro, começaram roubando apenas alguns níqueis.
    - Nunca pensei nisso – disse Jaime. Mas acho que você tem razão. Muitos começam até por uma fruta ou umas balas. Já tenho visto tanta gente fazer isso e não dar a mínima importância ao caso! Essas coisas, porém, não lhes pertencem e mais tarde, como você já o disse, farão roubos mais vultuosos.
    - Voltando ao assunto da carteira, vejamos o que ela contém.
    Henrique abriu a carteira e exclamou:
    - Oh! Aqui está um cartão!
Diz: “Sra. H. Lemos, ao cuidado do Dr. D. Lemos. É uma pessoa de muita influência. Tinha uma  expressão muito agradável, mas não era diferente de qualquer outra senhora”.
    - Talvez, no final você acabe recebendo  mesmo uma gratificação – disse rindo Jaime.
    - Talvez..., Respondeu Henrique; mas eu não estava pensando nisso.
    - Já sei – replicou Jaime. – Já sei. Sei que é honrado. Sei que você não pensava na recompensa, mas dava o primeiro lugar às coisas que vêm em primeiro lugar. Antes de tudo você quis devolver a carteira.
     Ao olharem um pouco mais, viram que havia alguns cheques de banco. Não os contaram. Fecharam depressa a carteira, depois de descobrirem o endereço da Sra. Lemos.
    - Devo ir bem depressa à casa do Dr. Lemos a fim de encontrar sua mãe e entregar-lhe a carteira. Já passei pela casa dela, mas não a vi porque mora na terceira casa depois da esquina e já havia entrado quando lá cheguei. Quer vir comigo, Jaime?
    - Não. Preciso voltar para casa. Foi você quem achou a carteira. Não tenho parte nesse assunto. Sinto-me orgulhoso em ser seu amigo. Creio que amanhã a notícia sairá nos jornais.
    Henrique não demorou muito para chegar à casa do Dr. Lemos. Que diria? Não teve, porém, de esperar muito. Perguntou simplesmente se a Sra. Lemos morava ali. Fizeram-no passar por uma sala onde a mãe do doutor estava sentada junto ao telefone.
Já havia mandado, pelo telefone, um anúncio para o diário e telefonara para a companhia de bondes  para que revistassem o carro em que viajara, quando chegasse ao extremo da linha.
    - Acho que tudo será em vão,  pensou ela. O mais provável é que alguém a encontrou e quem quer que seja que a tenha achado poderá aproveitar bem a quantia de dinheiro que continha.
    Nem sequer ergueu a cabeça para ver quem estava entrando. Henrique se deteve e disse:
    - A senhora conhece esta carteira?
    Sua tristeza tornou-se alegria. Henrique nunca soubera quanto prazer podia infundir num momento.
    - Oh! Minha carteira! Sim, conheço-a, mas até me parece mentira. Pensei que jamais a tornaria a ver. E aqui estão também os meus cheques. Nunca poderei recompensá-lo bastante por isso. Dar-lhe-ei dinheiro, mas quero que saiba que aprecio muito um rapaz honrado. São muito poucos. Sente-se. Quero conversar com você antes que se retire. Quero saber seu nome e seu endereço. Ah! Seu nome é Henrique Martins e mora na Rua do Comércio, 496! Muito bem! Quero que me conte como encontrou minha carteira, e porque correu tanto para me encontrar quando podia ter ficado com ela, como faria a maior parte dos meninos de sua idade. Ah! Sim. Seus pais o ensinaram a não guardar qualquer coisa que não fosse sua, não é?
    O rapaz anuiu com a cabeça.
    - Sim. Lembro-me de quando era bem pequeno, uma vez brincara com um menino vizinho de casa, e levara para casa umas lindas bolinhas que lhe pertenciam. Ele possuía muitas e nem sequer daria pela falta daquelas. Ao chegar a casa, mamãe me perguntou onde as conseguira. Quando lhe disse que Benjamim tinha muitas e que aquelas não lhe fariam falta, falou-me do mal que eu acabara de fazer. Que pensa a senhora que minha mãe disse? Lembro-me de suas palavras, como se ela as houvesse dito hoje:
    “- Filho, essas bolinhas não são tuas e não podes guardá-las. Eu irei contigo à casa de Benjamim e lhe devolveremos as bolinhas, dizendo que nunca mais tomarás alguma coisa que não te pertence”.
    “Muito me custava fazer isso, mas minha mãe insistiu em que eu os fizesse. Quando disse a Benjamim e a sua mãe quanto lamentava ter feito isso, sua mãe me olhou sorrindo e isso me animou. Disse ela a minha mãe que poderia ficar com as bolinhas, pois Benjamim possuía muitas. Minha mãe, porém, insistiu em não aceitá-las por eu as ter levado sem permissão. Não ouvi muito mais o que minha mãe e a de Benjamim falaram, porque comecei a brincar com meu companheiro, mas escutei esta frase de mamãe:
    “- Quero que meu filho seja sempre honrado e nunca tome alguma coisa que não lhe pertença”.
    - Agora compreendo esse seu gesto, disse a Sra. Lemos. Um jovem cuja mãe proporciona tais lições, nunca verá o cárcere. Muito bem, meu filho. Viva sempre de acordo com esses ensinos e nunca se perderá.
    Depois de curto silêncio, Henrique disse que sua mãe o esperava. Acrescentou ainda que seu pai fora sempre muito escrupuloso em todos os negócios.
    - Aqui estão duzentos cruzeiros pelo trabalho que teve em me procurar. Quero que venha sempre me visitar depois de sair da escola. Você trabalha?
    - Faço trabalhinhos aqui e ali, quando os consigo, porque são tantos os meninos da vizinhança que procuram trabalho que não quero ser egoísta, pois muitos deles necessitam trabalhar tanto quanto eu. Seria uma felicidade arranjar um trabalho fixo durante as férias. Mas preciso ir. Quero agradecer muito por este dinheiro. Nunca tive tanto!
    Nesse dia, quando o Dr. Lemos voltou para casa, sua esposa e sua mãe lhe contaram do jovenzinho que havia devolvido a carteira. O doutor guardou silêncio por um instante, dizendo depois:
    - Estão precisando de um rapaz de confiança na farmácia que fica em baixo do meu consultório. Terá uma oportunidade para subir, e poderá também trabalhar durante à tarde quando começarem as aulas.
    Tomou o telefone para falar com o farmacêutico. Depois de explicar porque se interessava por aquele rapaz em particular, o farmacêutico respondeu:
    - Diga-lhe que se apresente para o trabalho amanhã de manhã.
    Os anos que se seguiram demonstraram que Henrique e a farmácia eram inseparáveis, porque Henrique era fiel nas mínimas coisas. Podia-se ter nele toda confiança e seu patrão mostrava tê-la.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Lista de Desejos

Texto bíblico: “E esta é a promessa que Ele nos fez: a vida eterna.” 2 João 2:25.

Objetivo: Enfatizar que a oração tem poder e devemos levar nossos sonhos sempre a Deus. Ele pode
atendê-los no tempo certo.

Recursos utilizados: Papel grande escrito: SAIR DO EGITO E SER LIVRE NOVAMENTE, lista de desejos de Ellen White.

Introdução: Quero saber quantos de vocês já fizeram uma lista de desejos? Sabem amiguinhos, aquela
lista onde você escreve tudo o que gostaria de ganhar ou coisas que gostaria que acontecessem. Especialmente
nesta época do ano, as pessoas começam a fazer suas listas do tipo de chocolate que vão querer
ganhar na Páscoa. Tem gente que ainda acredita que o Coelhinho da Páscoa vai deixar os ovos de chocolate na porta da casa deles. É uma pena que muitas crianças nem fazem ideia do verdadeiro significado da Páscoa. Hoje, vamos relembrar um pouquinho sobre a origem dessa festa e falar sobre uma lista de desejos muito especiais.

História Bíblica: Fazia muito tempo que os israelitas estavam como escravos no Egito. Alguns velhinhos
já tinham até mesmo perdido as contas de quanto tempo fazia. Mas, muitos deles ainda tinham no coração
o desejo de ver uma promessa cumprida, pois Deus tinha falado que eles não ficariam ali para sempre, e
que um dia voltariam para a terra que tinha sido prometida a Moisés. Acho que este era o pedido número
1 da lista de desejo dos israelitas: sair do Egito e ser livre novamente. E Deus atendeu esse desejo. No tempo
certo, Ele mandou Moisés para libertar o povo. Foi difícil porque o faraó não queria deixar o povo sair
de jeito nenhum. Mas o que Deus prometeu, aconteceu. Na noite em que eles deveriam sair, os israelitas
tinham que ficar preparados. Um anjo passaria pelas casas, e aqueles que não tivessem feito exatamente
como Deus havia ordenado perderiam seus filhos mais velhos. Páscoa, quer dizer isto: passar sobre. Depois
ela se tornou uma festa que era comemorada todos os anos para lembrar o povo de Israel sobre o que tinha
acontecido na última noite no Egito.
Na páscoa, um cordeirinho era sacrificado para lembrar o que Jesus faria por nós. Exatamente no período
em que se comemorava a Páscoa, Jesus morreu e ressuscitou, mostrando que a nossa salvação estava
garantida. Por causa do sacrifício de Jesus, temos o direito de ver alguns desejos realizados. Quero mostrar
para vocês, a lista de desejos de Ellen White. Acho que essa é uma boa lista para a gente copiar. Vejam
aqui o primeiro item: SER COMO JESUS. Uma boa coisa, não é? E mais: PRATICAR SUAS VIRTUDES, TER
O NOME ESCRITO NO LIVRO DA VIDA, TER A RECOMPENSA DADA AOS VENCEDORES, CONHECER
CADA VEZ MAIS A PALAVRA DE DEUS, TER UM LAR NO CÉU...Ah, e vejam aqui o último item da lista dela:
DESEJO QUE VOCÊ TENHA UM LAR ALI TAMBÉM. Quando escreveu isso, Ellen White estava pensando em
todas as pessoas que iriam conhecer Jesus e saber a verdade sobre o que a Páscoa significa.

Apelo: O que você colocaria na sua lista de desejos depois de ouvir uma história tão bonita? Que tal
fazer isso agora? Se não souber escrever, peçam para um adulto ajudar vocês. E os adultos desta igreja?
Já pensaram em qual é o maior desejo que está em seu coração? Se for para honra e glória do nome
de Deus, Ele vai realizá-lo. E, melhor do que tudo, por causa da ressurreição de Jesus, poderemos ver o
último item da lista de Ellen White também realizado. Que Deus abençoe a todos!